Como avaliar a viabilidade dos projetos de Inovação – TIR

Como avaliar a viabilidade dos projetos de Inovação – TIR

Durante essa primeira semana de novembro iremos postar uma sequência de três textos no BLOG  sobre como avaliar a viabilidade em projetos de inovação. Neste primeiro texto iremos falar sobre a TIR.

Decidir se é viável levar adiante um projeto de inovação não é uma decisão fácil para a organização. Ao longo de sua atividade, inúmeras ideias surgem e desaparecem sem serem utilizadas, muito em função do desconhecimento de sua possível efetividade, ou pior, são adotados projetos que não surtem resultado algum, comprometendo a estrutura financeira da empresa. A grande maioria dos empreendedores possui recursos extremamente limitados, fazendo a seleção de projetos efetivos algo imprescindível para o sucesso da companhia.

Sendo assim, a análise da viabilidade econômica do projeto deve ser levada em consideração em qualquer situação de escolha. É sob esta ótica, que elementos objetivos de cálculo se fazem necessários no dia a dia das empresas. Formas claras de se estimar o custo e retorno dos projetos devem ser mecanismos utilizados de modo habitual pelos gestores. São exemplos a TIR, Taxa Interna de Retorno, o VPL, Valor Presente Líquido e o Payback, sendo este último o período de retorno do investimento.

Neste primeiro artigo, será tratada da Taxa Interna de Retorno, a TIR, sua forma de cálculo, assim como seus pontos positivos e negativos. 

A TIR consiste em uma taxa percentual, que mensura o retorno que determinado projeto pode oferecer à empresa. Em linhas gerais, a TIR pode ser compreendida como o crescimento que se espera pela adoção de um projeto. Este crescimento deve ser mitigado pela taxa mínima de retorno exigida pela empresa e ou sócios, de modo que o projeto não fique aquém das pretensões de crescimento estabelecidas. No tocante às PJs, a taxa mínima de atratividade costuma ser estabelecida com base no Custo de Capital Próprio da empresa, levando em consideração a remuneração desejada pelos sócios em função do emprego de seu capital nas atividades da companhia.

A fórmula e o exemplo a seguir são apresentados como efeitos meramente ilustrativos, já que calculadora científica e o próprio Excel são capazes de realizar estes cálculos com a simples transcrição das informações requisitadas.

 

A TIR é calculada com base na VPL e a fórmula é:

Onde o investimento inicial é acrescido ao somatório dos fluxos de caixa, elevados pelos períodos analisados (N), que multiplica a equação: fluxo de caixa do período T(Ft), dividido por 1 mais a TIR, ou i, que consiste na porcentagem, elevado por T, que trata do período em que ocorre o fluxo de caixa.

Exemplificando: Se o investimento inicial for igual a 100, com uma entrada de fluxo de caixa no período 1 igual a 120, teríamos: Neste caso, nosso i, ou TIR, seria de 0,2, ou 20%, sendo esta a taxa interna de retorno do projeto.

No caso acima, a TIR do projeto 1 será confrontada com a dos demais projetos, de modo a ser selecionado aquele que apresente maior valor final. Caso o projeto de maior TIR seja superior à TMA (Taxa mínima de Atratividade), deverá ser adotado. Um valor inferior à TMA implica na recusa do projeto.

A vantagem da utilização da TIR reside na apresentação de uma taxa clara do retorno que o projeto poderá apresentar. Torna-se mais simples a comparação entre projetos, facilitando a tomada de decisão dos gestores. Em contrapartida, o risco do projeto não é um fator contabilizado neste cálculo, podendo muitas vezes distorcer a realidade. Não somente, é uma modalidade que pressupõe um fluxo de caixa uniforme, o que não é tão comum de se obter na grande maioria dos empreendimentos.

Escrito e Postado por: Rafael Paraguassú

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